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Proposta Educacional

A nossa escola organiza a sua ação didático-pedagógica promovendo uma educação evangélico-libertadora, tendo como orientação o Projeto Pedagógico organizado para as Escolas e Obras mantidas pelas Irmãs do Imaculado Coração de Maria. Assumimos, assim, uma postura de valorização do ser, dos princípios cristãos e do conhecimento, como ferramentas de ensino, aprendizagem e transformação social.

Sendo assim, os diferentes níveis de ensino organizam suas práticas pedagógicas em Áreas de Conhecimento articuladas com o desenvolvimento de: Linguagens Geradoras (Educação Infantil) competências e habilidades e projetos de trabalho (Anos Iniciais do Ensino Fundamental). Cabe aqui definir/clarear o que entendemos como Áreas de Conhecimento, Competências, Habilidades, Linguagens Geradoras e Projetos.

  • ÁREAS DE CONHECIMENTO: Organização que engloba diferentes disciplinas que compartilham objetos de estudo comuns, facilitando a comunicação de uns com os outros, criando condições para que a prática escolar se desenvolva em uma perspectiva de interdisciplinaridade. Naperspectiva escolar, a interdisciplinaridade não tem a pretensão de criar novas disciplinas ou saberes, mas de utilizar os conhecimentos de várias disciplinas para resolver um problema concreto ou compreender um determinado fenômeno sob diferentes pontos de vista. Em outras palavras, a interdisciplinaridade recorre a um saber, diretamente útil e utilizável, para responder às questões e aos problemas sociais contemporâneos (PCN-Ensino Médio). As Áreas de Conhecimento são as seguintes:
  1. Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Língua Espanhola, Literatura, Redação, Educação Física e Arte.
  2. Ciências da Natureza, Matemática[1] e suas Tecnologias: Ciências, Biologia, Química, Física e Matemática.
  3. Ciências Humanas e suas Tecnologias: História, Geografia, Filosofia, Sociologia e Ensino Religioso.
  • COMPETÊNCIAS: Para definir o conceito de competência, apropriamo-nos dos estudos de diferentes autores, dentre eles: Cruz (2010), Macedo (2005), Machado (2006), Perrenoud (1999), Demo (2012), Pestana (1999) e INEP (1999). A partir da leitura e reflexão, construímos um conceito que melhor se aproxima da nossa realidade, desejos e compromissos com a formação dos alunos. Portanto, entendemos competência como “a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações etc.), para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações” (Perrenoud, 1999). Para entendermos este conceito e contextualizá-lo, é importante reforçar o que nos apresenta Machado(2006) quando diz que “competência é um atributo das pessoas, exerce-se em um âmbito bem delimitado, está associada a uma capacidade de mobilização de recursos, realiza-se necessariamente junto com os outros, exige capacidade de abstração e pressupõe conhecimento de conteúdos”. Assim, ao objetivarmos articular o trabalho das áreas de conhecimento com o desenvolvimento de competências, é preciso ter a ciência de que este trabalho inicia na escola mas têm continuidade pós-escola! O intuito da escola ao trabalhar a partir de competências, é o de munir os alunos de condições para que desde já possam ir estruturando suas capacidades. A competência implica, portanto, em operacionalizar conhecimentos, atitudes e valores. É uma ação cognitiva, afetiva, social que se torna visível em práticas e ações que se exercem sobre conhecimentos, sobre o outro e sobre a realidade”(Cruz, 2010).
  • HABILIDADES: “Condição necessária para a competência. Uma habilidade pode servir a várias competências” (Macedo, 2005). “A consolidação das ideias expressas nas competências se realizam por uma prática de operações mentais que, por sua repetição intencional e sistemática e por sua abrangência e natureza instrumental podem ser denominadas habilidades. Em outras palavras, é a prática de determinadas habilidades que constrói a competência” (Cruz, 2010).
  • LINGUAGENS GERADORAS: Linguagens geradoras é um jeito de ler, é uma estratégia de rastreamento e articulação, do professor, para identificar os conteúdos programáticos mais significativos da vida das crianças na escola de educação infantil. Em outras palavras, linguagens geradoras é uma proposta de seleção e articulação de conteúdos em educação infantil, fundamentada nos estudos do Profº Drº Gabriel de Andrade Junqueira Filho. E nesta proposta, conteúdos significativos são entendidos como linguagens, como saberes instrumentais, saberes de práticas, de práticas de si, de práticas de auto constituição, de compreensão e expressão de si, de demarcação e exercício da possibilidade de intervenção em si e no mundo.

As Linguagens Geradoras são desenvolvidas a partir de Projetos de Aprendizagem, sendo estes organizados em Projetos de Parte Cheia e Projetos de Parte Vazia. Os Projetos de Parte Cheia são aqueles pensados pelas professoras até mesmo antes de conhecer as crianças. São formados pelos conteúdos-linguagens escolhidos pelas professoras porque são significativos e importantes para o grupo que está sob sua responsabilidade.  Os Projetos de Parte Vazia são aqueles que vão sendo preenchidos dia a dia, a partir das leituras-articulações-observações que as professoras fazem a partir daquilo que é interesse para as crianças. Estes Projetos surgem das interações entre as crianças e das interações entre as crianças e as diferentes linguagens sugeridas  na Parte Cheia do planejamento. As leituras que são realizadas pelas professoras durante estas interações é que possibilitam e preenchem a Parte Vazia do planejamento. É nos Projetos de Parte Vazia que surge o inusitado, o estranho, o singular, a particularidade do grupo de crianças.

  • PROJETOS: A preocupação com a formação de alunos sujeitos e protagonistas de suas aprendizagens, levou a Educação Infantil e os Anos Iniciais do Ensino Fundamental a buscar um jeito de trabalhar e estruturar o planejamento que contemplasse um diálogo ainda maior entre as Áreas de Conhecimento. Surge a ideia de articular Áreas de Conhecimento – Competências – Projetos de Trabalho. E, para isto, buscou-se auxílio teórico especialmente em Hernández (1998), procurando definir este trabalho como “Os projetos de trabalho constituem um planejamento de ensino e aprendizagem vinculado a uma concepção de escolaridade em que se dá importância não só à aquisição de estratégias cognitivas de ordem superior, mas também ao papel do estudante como responsável por sua própria aprendizagem” (Hernandez, 1998:88). A proposta que inspira os Projetos de trabalho está vinculada à perspectiva do conhecimento globalizado e relacional. Essa modalidade de articulação dos conhecimentos escolares é uma forma de organizar a atividade de ensino e aprendizagem, que implica considerar que tais conhecimentos não se ordenam para sua compreensão de uma forma rígida, nem em função de algumas referências disciplinares preestabelecidas ou de uma homogeneização dos alunos. “Num Projeto de trabalho não importa de onde sai o tema ou a circunstância que se inicia o Projeto, pois nunca começa do zero, mas é sempre um prosseguir, que se vincula a outras histórias presentes ou selecionadas”.(Hernandez) Definitivamente, a organização dos Projetos de trabalho se baseia fundamentalmente numa concepção da globalização entendida como um processo muito mais interno do que externo, no qual as relações entre conteúdos e áreas de conhecimento têm lugar em função das necessidades que traz consigo o fato de resolver uma série de problemas que subjazem na aprendizagem.  Esta seria a ideia fundamental dos Projetos. Globalização e significatividade são, pois, dois aspectos essenciais que se plasmam nos Projetos. É necessário destacar o fato de que as diferentes fases e atividades que se devam desenvolver num Projeto ajudam os alunos a serem conscientes de seu processo de aprendizagem e exige do professorado responder aos desafios que estabelece uma estruturação muito mais aberta e flexível dos conteúdos escolares.

[1] A Área de Matemática e suas Tecnologias encontra-se aglutinada com a Área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias por uma organização particular do Colégio. Reconhecemos que a nível nacional estas Áreas são distintas. No entanto entendemos que a matemática pode e deve relacionar-se com outras disciplinas.

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