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Sobre a Unidade Socioassistencial

 

HISTÒRICO DA UNIDADE SOCIOASSISTENCIAL EDUCANDÁRIO SÃO JOSÉ DO BELÉM DE 1909 À 2017

Em 23 de janeiro de 1909 a Instituição foi fundada pelas Irmãs do Imaculado Coração de Maria, como Colégio Nossa Senhora do Rosário, quando as irmãs Rita do Coração de Maria, Prisca do Santíssimo Sacramento e Laurentina do Precioso Sangue instalaram-se no bairro operário do Belenzinho em São Paulo. Na época, elas contaram com o apoio de Dom Duarte Leopoldo e Silva, pastor da então recente criada Arquidiocese de São Paulo. À medida que a escola foi crescendo em prestígio, também foi crescendo em tamanho. Com o tempo, o modesto prédio de 1909 não dava mais conta adequadamente do grande número de alunos e a instituição foi ampliada, tendo suas instalações chegando até a rua vizinha. Com o tempo a velha escola sofreu uma pequena mudança. Possivelmente para maior comodidade e segurança dos alunos, a entrada do Educandário São José do Belém mudou-se da movimentada avenida Celso Garcia para a rua Belém.  No dia 17/05/1982,  iniciou-se como Obra Social atendendo crianças e adolescentes da regiao Belém tendo em vista a vunerabilidade social onde os pais trabalhavam e suas crianças ficavam sozinhos em casa correndo o risco de aguns acidentes domesticos sem contar com a pobreza  e invasões que aumentava na região o numero de cortiços.. No entanto tendo em vista o carisma da Congregaçao e a  Busca continua da Vontade Deus, buscou se então  iniciar  este trabalho respondendo a nececidade do momento.  Atualmente atendemos 184 crianças e adolescentes no turno inverso da escola  e seus familiares  no SCFV (Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos) desenvolvendo Oficinas pedagógicas e atividades em grupo de convivência. E o Projeto Mãos que Constroem Cidadania atendendo 30 jovens e adultos na idade de 19 a 65 anos com oficinas de Costura e artesanato, e também temos o curso de gastronomia com 12 participantes.

HISTÓRICO DA UNIDADE

Em 23/01/1909 começou como Colégio Nossa Senhora do Rosário, acolhendo 38 alunos com regime de internado;

  • Em 18/04/1911 passa a ter o nome de Asilo São José do Belém com 28 alunos (16 externos e 12 internos);
  • Em 13/06/1911 a casa da Celso Garcia foi hipotecada e assume a dívida o Senhor Conde de Prates. Motivo que levou o Conde de Prates a ter efetivado o pagamento da dívida das irmãs foi, morte de seu filho Joaquim Prates em Paris de acidente;
  • Em 24/06/1911, a Madre Rita como gesto de agradecimento, manda trocar a placa de “Asilo São José do Belém” para “Asilo Joaquim Prates”;
  • Em 14/02/1912, o Conde de Prates pede que Madre Rita substitua a placa de “ASILO JOAQUIM PRATES” para a antiga: Asilo São José do Belém. Até 26/06/1915 a comunidade
  • “Asilo São José do Belém” continua como residência na Celso Garcia. Existe ausência de relatos mais detalhados sobre a mudança da Celso Garcia para a Rua Belém.
    • Em 29/06/1915 iniciam-se as obras da Rua Belém orçadas em 26:647$000 pelo empreiteiro de obras Senhor Augusto Bonatto.
    • Em 06/08/1915, Madre Rita envia requerimento à Câmara pedindo isenção de impostos: prediais, calçadas e esgoto (8º requerimento).
    • Em 17/03/1916, Término da construção do Externato São José do Belém pelo valor de 26:647$000.
    • Em 12/08/1916, paga-se toda a dívida da construção à Rua Belém só com esmolas de pessoas que gostavam das irmãs.
    • Em 19/03/1916 benze a casa da Rua Belém pelo Rvmo Padre Levignani S.J.
    • Em 04/11/1916 é despachado o requerimento da Camara, onde isenta o Asilo São José do Belém, dos impostos: prediais, esgota e calçada. É perdoado os impostos desde 1909 à 1916 no valor de 6:080$000.
    • Em 28/10/1917, o Médico da sanitária visita o Asilo e dá o prazo de 90 dias para ser este fechado ou demolido. Madre Rita, encaminha essa intimação para a Madre Geral.
    • Em 18/11/1917 Madre Rita recebe carta da Rvma Madre Geral (não fala o nome dela na crônica, erro grave) que diz: “Em vista da intimação da Sanitária o conselho está de acordo que se trate da demolição da casa velha e dê as providências para a nova construção, depois de ter obtido a aprovação do Exmo. Sr.Arcebispo Dom Duarte.
    • Em 14/01/1918, os operários começam a demolir a casa velha.
    • Em 05/02/1918, o Revmo. Padre Plebani S.J, depois da missa rezada na capela do Asilo em honra de São José, benze com cerimonia os alicerces e coloca o primeiro tijolo na nova construção da casa velha demolida em 14/01/1918. Esta construção foi orçada em 28:535$000 pelo empreiteiro S.r. Domingos Corrêa.
    • Em 02/06/1918 termina a construção da parte interna, começada à 05/02/1918.
    • Em 05/06/1918, o Revmo. Padre Plebani reza missa na capela do Asylo em ação de graças e depois desta benze com cerimônia a casa.
    • Em 09/02/1920, termina o tempo de governo da Madre Rita- primeira superiora e fundadora deste Asylo – desde 23 de janeiro de 1909 à 09/02/1920 – portanto, foi seu governo de 11 anos e 17 dias;
    • Recebe carta da Revma. Madre Geral e do conselho nomeando-o superiora do Colégio de Rio Claro para onde viajou dia 10/02/1920;
    • Em 10/02/1920, 2ª Superiora do Asylo São José do Belém, Madre M.Inocência do S.S. Sacramento recebe a transferência da Madre Geral Ignez de São Luiz. Madre M.Inocência era superiora do Colégio Coração de Maria de Santos.
    • No dia 07/02/1926, por ter terminado seu tempo de Superiora, Madre Inocência partiu para o Rio Grande do Sul.
    • Em 08/02/1926, assume a 3ª Superiora do Asylo São José do Belém, Madre Maria de Lourdes da Conceição;
    • Em 06/02/1928, assume a 4ª Superiora do Asylo São José do Belém, Madre Theresinha do Menino Jesus.
    • Em 08/02/1936, assume a 5ª Superiora do Asylo São José do Belém, Madre Ruth de São José.
  • Em 30/01/1941, assume a 6ª Superiora, do Asylo São José do Belém, Madre Maria Lília de São João evangelista.
  • Em 04/02/1943, assume a 7ª Superiora, do Asylo São José do Belém, Madre Teresinha do Meninos Jesus.
  • Em 07/03/1944, assume a 8ª Superiora, do Asylo São José do Belém, Madre Maria Lucia de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro.
  • Em 09/02/1950, assume a 9ª Superiora, do Asylo São José do Belém, Madre Maria Crisanta do Espírito Santo.
  • Em 04/01/1953, assume a 10ª Superiora, do Asylo São José do Belém, Madre M.Arsênia de Santa Terezinha.
  • Em 11/12/1959, assume a 11ª Superiora, do Asylo São José do Belém, Madre Maria Honorina do Coração de Maria.
  • Em 17/02/1964, assume a 12ª Superiora, do Asylo São José do Belém, Madre Maria Arsênia de Santa Terezinha.
  • Em 01/1966, assume a 13ª Superiora, do Asylo São José do Belém, Madre Maria Alice Nunes Netto.
  • Em 16/02/1968, assume a 14ª Superiora, do Asylo São José do Belém, Madre Arsênia Fabris.
  • Em 15/02/1968, assume a 15ª Diretora do Asylo São José do Belém, Irmã Vanda Cecilia Hummes
  • Em 01/1972, assume a 16ª Diretora do Asylo São José do Belém,Irmã Idalina Bocchi
  • Em 01/1974, assume a 17ª Diretora do Asylo São José do Belém, Irmã Elisa Bristot
  • Em 01/1980, assume a 18ª Diretora da Escola São José do Belém, Irmã Arsênia Fabris
  • Em 13/08/1980, assume a 19ª Diretora da Escola São José do Belém, Inês Benelli
  • Em 1982 chegou-se a decisão, que já era decisão do Governo Geral e Provincial, de suspender as atividades escolares. Passou a partir desse ano com SERVIÇO SOCIAL-OBRA SOCIAL.
  • Em 16/01/1981, foi dado entrada na (5ª D.E.) o requerimento para o fechamento, em seguida a Delegada de Ensino, Amélia Saldiva, deram as orientações para a montagem do processo de fechamento
  • Em 1982, Educandário São José do Belém teve como Diretora a Irmã Lúcia Manzano. Irmã Maria Aparecida Gasparetto era a Coordenadora.
  • Em 30/03/1982, Encerramento das atividades Escolares do Educandário São José do Belém. Escola de Educação Infantil e 1º Grau.Este deu-se com a entrega de todas as transferências aos alunos e o acervo da Escola na 5ª D.E. á rua Piratininga nr.51 em São Paulo.
  • Em 27 à 30/12/1981, O Capítulo Provincial, tomou posição em favor dos “pobres e oprimidos, através da Decisão capitular nr.02, Irmã Maria Rosilene Parolin era a Provincial. O Educandário agora, como Centro Educacional Comunitário, atende crianças na faixa de 04 a 14 anos, vindos de cortiços do Bairro Belém e arredores. O Bispo que acolheu e apoiou essa mudança, foi Dom Luciano Cândido de Almeida, bispo da região Belém. Teve início no dia 17/05/1981, com 32 crianças. Recebiam refeições, reforço escolar e atividades diversas.
  • Ainda em 1982, NOVA OBRA: CENTRO COMUNITÁRIO EDUCANDÁRIO SÃO JOSÉ DO BELÉM.
  • Em 05/01/1982- primeira visita oficial à comunidade pela coordenadora provincial, Irmã Maria Rosilene.Objetivo da visita: informar a comunidade o parecer do Conselho

Provincial, sobre o destino desta CASA. Tendo prevalecido a ideia de revertê-la em Obra Assistencial por orientação de Dom Luciano Cândido de Almeida.

  • Em 25/02/1982, recebemos a visita de Irmã Zoleima Perondi, membro do Governo Geral- Setor Assistencial- Porto Alegre e Irmã Maria Rosilene Parolin e Irmã Maria Teresinha
  • Matiello do Setor Assistencial do Conselho Provincial. Objetivo: auxiliar a Obra nesta fase inicial.
  • Em 23/03; 25/03;03/04/1982- Visita de Irmã Maria Rosilene Parolin com o objetivo de avaliar e encaminhar o processo da nova atividade da OBRA.
  • Em 16/05/1982, Missa a ser celebrada pelo bispo Dom Luciano Cândido de Almeida, às 7:15, pedindo as bênçãos e luzes para a nova Obra e as crianças que iniciaram no dia 17/05/1982.
  • Em 27/05/1982, Reunião com a Professora Maria Estela Santos Graciani (PUC) à fim de programar junto às Irmãs e estagiários as atividades a serem dados Às crianças.
  • Em 01/07/1982, Irmã Maria Rosilene visita a Obra, com objetivo de junto a Professora Maria Estela e a Psicologa Aiza Jacques e a Professora Luiza de Fonoaudióloga, organizar o plano das atividades a serem aplicadas às crianças de 4 a 6 anos.
  • Em 23 à 24/09/1982, Presença de nossa provincial Maria Rosilene Parolin acompanhada de Irmã Marta Maria Bracini. Objetivo dessa visita: visitar as crianças, visto estar na fase inicial e colher alguns dados de nossa primeira experiência como Obra Social.
  • Em 24 a 25/10/1982, presença de Irmã Zoleima Perondi com Irmã Rosilene para avaliar as atividades da nova Obra e reflexão sobre a necessidade de transformar-se para transformar.
  • Em 12/11/1982, foi firmado o primeiro convênio com a Prefeitura Municipal de São Paulo, Sr. Prefeito Dr.Salin Bernati. O convênio assinado com a Prefeitura, orientação sócio educativa do menor (OSEM), a partir desta data, passa a dar atendimento a 60 menores de ambos os sexos de, na faixa etária de 07 a 14 anos, em regime de semi-internato.
  • Em 01/1983- Diretora da Obra Irmã Nélia Maria Pizi. Irmã Arsênia Fabris, secretária da Obra e recepcionista e fazia as fichas sócio econômica.
  • Em 01/1985, Diretora da Obra Irmãs Maria Aparecida dos Santos
  • Em 1986 o Educandário já acolhe 150 crianças e registra 15 funcionários.
  • Em 11/07/1987, Diretora da Obra, Irmã Leônia Terezinha Weber
  • Em 1995, Diretora da Obra, Irmã Sebastiana Expedita de Souza
  • Em 1997, Diretora da Obra, Irmã Ana Lurdes Marques Ramos
  • Em 2001, Diretora da Obra, Irmã Maria Terezinha Oro
  • Em 2003, Diretora da Obra, Irmã Maria Rosilene Parolin
  • Em 2007, representante oficial da SEC Irmã Maria Terezinha Oro e Diretora
  • Em 2014, Diretora da Obra, Irmã Irene Schimidt
  • Em 2015, Diretora da Obra, Irmã Adelaide Queiroz Lima
  • Em 01/01/2016, Diretora da Obra, Irmã Alice Maria Duarte

PERFIL DA POPULAÇÃO- TERRITÓRIO

O Serviço CCA “Conviver e Aprender” mantido pela Sociedade Educação e Caridade – SEC por meio do Educandário São José do Belém está localizado no bairro do Belenzinho (Distrito do Belém), na região Leste da capital paulista. Segundo dados oficiais, este distrito possui uma área de cerca de 6 km², tem uma população diária de 45.057 pessoas, cerca de

  1. 994 moradores, domiciliado e possui cerca de 5.625 estabelecimentos entre serviços, comércios e indústrias[1]conforme dados respectivos de 2000 à 2010 tendo como referência o Centro Regional de Assistência Social – CRAS Mooca (com abrangência para atuar nos bairros: Tatuapé, Mooca, Brás, Pari, Água Rasa e Belém), e participação assídua no CMDCA, COMAS e o FAS órgãos de discussão acerca da política de assistência social da cidade.

O Bairro do Belém já em 1880 era uma região bem conhecida dos paulistanos, devido a sua altitude, ao ar puro, aos vastos pomares e às grandes árvores. Sua fama de estação climática se espalhou graças às enormes chácaras, mansões e solares dos poucos ricos paulistanos. Porém, essa aparente tranquilidade mudou por volta de 1910, com a chegada das primeiras indústrias, primeiramente as fábricas de vidro no Belém e, em seguida algumas tecelagens começaram a se instalar nas imediações. Foi o suficiente para que o progresso chegasse, fazendo com que o número de operários e moradores triplicasse de um ano para o outro.

Um marco importante no bairro é a Vila Maria Zélia, a primeira vila de operários do Brasil, construida entre 1911 a 1916. Idealizada pelo industrial Jorge Luis Street, a Vila era uma continuação da sua indústria, oferecendo condições dignas para cerca de 2100 operários que lá trabalhavam.  Existente até hoje, a Vila, atualmente, é um condominio fechado e abriga cerca de 100 familias.

O Bairro possui diversas escolas, sendo algumas particulares entre as melhores da cidade, transportes com acesso a várias localidades da cidade, inclusive uma estação de metrô, Belém, uma rede de saúde com postos de saúde e hospitais próximos, rede de supermercados, lojas, farmácias, parque etc.

Embora, o bairro possua todos esses serviços, esse progresso não chegou a toda sua população. O índice de exclusão social na região é altíssimo, pois aqui se encontra um grande contingente de famílias em risco e vulnerabilidade social, habitando em moradias precárias e insalubres, tais como: cortiços e pensões, presentes em boa parte do bairro. Muitos desses moradores possuem renda salarial baixa, tendo que pagar aluguel e ainda sustentar a família, com média de 05 membros cada.

Encontram-se nessa região muitos moradores das periferias da cidade, que veem diariamente ao bairro para trabalhar, principalmente no setor têxtil. Muitos trazem seus filhos, isso quando não os deixam sozinhos nas residências, expostos a riscos diversos.

A falta de políticas mais abrangentes, principalmente no setor de habitação, é outro agravante local. Não diferente de outros locais da cidade, nos quais as ocupações irregulares do solo, mais conhecidas como favelas e atualmente vistas como comunidade. Na comunidade Nelson Cruz, localizada no bairro, habitam diversas famílias que vivem em condições de vida muito precárias, sendo alvos diretas de todo o tipo de riscos e vulnerabilidades sociais.

Outra presença bastante marcante são os estrangeiros, que desde o século XX habitam o bairro. Atualmente, temos várias nacionalidades, muitos são bem sucedidos e donos de vários comércios do entorno, todavia, esse fluxo de imigração também traz algumas particularidades ao bairro. Atualmente, os imigrantes latinos, sobretudo os bolivianos, são em sua maioria absorvidos pela indústria têxtil que os empregam em regime de trabalho bastante precário, muitas vezes, beirando a semi escravidão, aproveitando-se de sua fragilidade social e econômica, na qual esse grupo se encontra. Para agravar essa situação limite de exclusão social, muitos se encontram irregular no Brasil, não tendo acesso aos direitos mínimos que os

nativos têm. Outro contingente de estrangeiro que habita o bairro são os imigrantes

oriundos da África. Sujeitos a duplo preconceito, o racial e social. No aspecto econômico, aos imigrantes africanos se encontram em uma situação mais precária do que os latinos, já que esses são absorvidos por uma rede precária de produção, que constantemente é fiscalizada pelo Ministério Público para garantir condições dignas de trabalho. Já os africanos, vivem de pequenos afazeres, “bico”. Nem mesmo a indústria têxtil irregular se interessa por essa população.

RECURSOS HUMANOS COLABORADORES E FUNÇÕES

A unidade Socioassistencial Educandário São José do Belém conta com a equipe Técnica de Direção, Vice direção, Assistente Social, Coordenadora Pedagógica Social, Psicóloga e Educadores. Contamos também com os serviços de apoio: Recursos humano, Contabilidade, Secretária, Recepção, Manutenção e Limpeza, Cozinha e Voluntários.

É dentro desse contexto social se encontra a unidade Socioassistencial Educandário São José do Belém com os Serviços CCA: “Conviver e Aprender”, e o Projeto de Enfrentamento a Pobreza “Mãos que Constroem Cidadania, oferecendo serviços para promoção da vida. Um território paradoxal que ao mesmo tempo ostenta uma população com um poder econômico considerável, mas que também possui uma enorme massa de pessoas sem emprego, com pouca ou nula escolaridade e qualificação profissional.

Estes Serviços Socioassistenciais, além de auxiliar a Instituição a se tornar um apoio para diminuir a exclusão social desta localidade, propicia oportunidades de aprendizado, para haver uma transformação da pessoa e do território, por meio da formação humana e cristã, bem como um convívio harmonioso consigo, com as pessoas, com a natureza e com Deus. Propiciando sempre uma reflexão acerca da realidade e acreditando que uma nova visão de mundo, com oportunidades de aprendizado pode mudar a vida de uma pessoa, de uma família e principalmente de uma comunidade.

O que existe e o que pretendemos

SERVIÇO CCA

A unidade socioassistencial Educandário São José do Belém, está vinculado ao SUAS, na proteção social básica oferecendo o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos através do CCA. O serviço CCA atende Crianças e adolescentes de 06 a 14 anos e 11 meses, no período inverso da escola.

A procura do serviço acontece através de encaminhamento do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) ou por procura espontânea das famílias na unidade socioassistencial e Edital anual com oferecimento de vagas e data estipulada da inscrição.

Nosso objetivo é promover a formação integral, o desenvolvimento das habilidades físicas e mentais e o cuidado com a vida, através da vivência de valores humanos, éticos e religiosos. temos a missão de promover e defender a vida de crianças e adolescentes, em situação de vulnerabilidade e risco social e pessoal.

Realizamos as atividades em três módulos, com oficinas pedagógicas e grupo de convivência, tendo em vista as necessidades de cada modulo, respeitando os parâmetros do plano de ação e as condições reais de atendimento.

Periodicidade: De segunda-feira à sexta-feira em dois períodos, manhã: das 7:00 as 12:00 e Tarde: das 12:00 às 17:00 hs.

Neste ano de 2017, temos a previsão para atender a 170 crianças conforme o previsto no plano de ação de 2017.

 

                                                 Modulo 1, de 06 a 08 anos

                                                 Modulo 2, de 9 a 11 anos

                                              Modulo 3 de 12 anos a 14 anos e 11meses

                                                

TEMÁTICAS   AÇÕES

Cidadania e

Cultura

Oficina Sociocultural
Oficina da Vida
Oficina de Artesanato

 

Conhecer e

Crescer

Oficina Ler e Saber
Oficina de Literatura
Oficina de Informática

Agir e

Interagir

Oficina de Educação Física
Oficina Jogar e Brincar
Oficina de Corpo e Mente

Oficina de Música

Oficina de Capoeira

 Projeto de Enfrentamento a Pobreza “Mãos que Constroem Cidadania”.

        Este projeto Possibilita, em consonância com a LOAS, ações que garantam a convivência familiar e comunitária; visando contribuir na erradicação da pobreza por meio de ensino técnico e artesanal com foco na matriz familiar, buscando ainda fortalecer a capacidade produtiva e de gestão para melhoria das condições gerais de subsistência, contribuindo desta maneira para superação da trajetória de exclusão, oferecendo alternativas de desenvolvimento social e profissional, viabilizando o acesso a ferramentas de trabalho condizentes com a atual exigência do mercado estimulando o melhor exercício de sua cidadania. O serviço atende jovens e adultos de 19 a 65 anos de idade, duas vezes por semana.

A procura do serviço acontece através de divulgação em lojas da localidade e por procura espontânea das pessoas na unidade socioassistencial.

O projeto de enfrentamento a pobreza Geração de renda: Macramê, Customização e bordado com Pedrarias, Técnica de Pinturas em Tecido e Biscuit, Diversidade Artesanal, Modelagem e Costura, Bordado, Patchwork. Neste ano de 2017, temos a previsão para atender a 30 pessoas conforme o previsto no plano de ação de 2017. Temos também o curso de Gastronomia:  prática e conhecimentos relacionados com a arte culinária e acontece uma vez por semana com duas turmas para 20 vagas.

Atualmente, realizamos encontro bimestrais com os Funcionários, para formação humana com temas sobre cidadania, relações humanas, Prática Pedagógica, Vida e Obra da Fundadora da congregação Imaculado Coração de Maria: Barbara Maíx, e outros que venham colaborar com o planejamento e avaliações das atividades internas, e também realizamos encontro bimestrais com os Pais e ou/responsáveis dos usuários matriculados nesta Unidade Socioassistencial.

METODOLOGIA

A metodologia utilizada é de forma participativa, dialogal e planejada de acordo com as necessidades de cada faixa etária e realidade vivencial de cada usuário e permanentemente aplicada a atividades práticas e teóricas, de caráter quantitativo e qualitativo. Visa à transformação social e cultural dos usuários (crianças, adolescentes e famílias) do

Educandário São José do Belém a fim de fazer evoluir os saberes. O saber fazer e o saber ser facilita a reflexão para a compreensão e resolução de problemas do cotidiano. Reelaborando novos comportamentos sociais e novos valores. Favorecendo o desenvolvimento do usuário pela reflexão sobre a ação.

As oficinas são planejadas e executadas conforme a idade dos usuários sendo assim divididos: em 3 módulos de 6 a 8, 9 a11 e 12 a 14 anos e 11meses. Oportunizando aos usuários espaços para o desenvolvimento de suas habilidades e potencialidade propiciando sua formação cidadã e fortalecendo os vínculos familiares e sociais, para a redução das vulnerabilidades sociais, visando os eixos das oficinas que é a convivência social, a participação cidadã e o direito de ser, trabalhando em grupo e no individual.

Encontros com as crianças e adolescentes, com a finalidade de levantar sugestões sobre as atividades desenvolvidas na instituição abordar temas pertinentes à realidade dos nossos usuários. Reuniões com funcionários para avaliar o trabalho e encaminhamento de novas propostas. Através das oficinas pedagógicas e eventos, tendo em vista a participação dos usuários, famílias e educadores, dando oportunidades dos mesmos a valorizar as suas capacidades. Desenvolvemos ações que o levem a serem protagonista de sua própria história.

Para esta metodologia, bimestralmente, são realizadas reuniões com os responsáveis, com o objetivo de estimular o diálogo entre os membros da família e a equipe de profissionais envolvidos no Serviço de Apoio Sócio Educativo, a fim de oportunizar formas de superação de dificuldades, responsabilidades, bem como, trocas de experiências e conhecimentos, na busca de alternativas para qualificação das relações, a partir das trocas de experiências e conhecimentos mútuos entre familiares.

 Organização do Trabalho

Problema critico – Causas – Alternativa de Soluções – Responsáveis

Pais que veem diariamente ao bairro para trabalhar, principalmente no setor têxtil.

Procuram a unidade realizam a matricula seu filho, ele frequenta o serviço por um certo tempo e de repente este usuário deixa de frequentar, o procuramos e tomamos conhecimento que o mesmo transferiu-se de bairro ou município.

Atualmente, os imigrantes latinos, sobretudo os bolivianos, são em sua maioria absorvidos.           Pela indústria têxtil que os empregam em regime de trabalho bastante precário, muitas vezes, beirando a semi escravidão, aproveitando-se de sua fragilidade social e econômica, na qual esse grupo se encontra. Para agravar essa situação limite de exclusão social, muitos se encontram irregular no Brasil sem documentação, não tendo acesso aos direitos mínimos que os nativos têm.  Essas famílias que se encontram em situação de vulnerabilidades sociais são encaminhadas ao CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) pela assistente social para que o serviço social possa orienta-las e sanar as suas vulnerabilidades.

Devido a defasagem escolar que se encontra os nossos usuários, e seus familiares serem semi analfabetos e falarem o Espanhol os mesmos se sentem com dificuldade de ajudar aos filhos e recorrem a nós que não atuamos com este objetivo. Para minimizar esse problema estamos juntos equipe Coordenação e educadores planejando oficinas e atividades que os levem a desenvolver o raciocínio e suas habilidades motora e física

São Paulo, agosto de 2017

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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